O ódio é caracterizado, em específicos momentos da obra de
Freud, como um sentimento mais
antigo que o amor, cuja fonte reside na obtenção do desprazer, perturbando o
equilíbrio energético experimentado pelo sujeito; ao contrário do amor, que se
destaca por ser uma fonte geradora de prazer do próprio organismo, ou seja,
paixão que impele a causar ou desejar mal a alguém, rancor, raiva, ira, aversão,
repugnância, antipatia, desprezo, repulsão, etc.
O ódio é
uma paixão inferior, sentimento mesquinho, egoísta que desenvolvemos quando
nossa sintonia está muito baixa, negativa e nebulosa. Quando isso se dá,
ficamos muito mais vulneráveis. Começamos achando que estamos certos e os
outros é que estão errados, para depois acharmos que “todos” estão contra nós e
a solidão é inevitável. Pessoas que odeiam, criam uma nuvem espessa a sua
volta, de forma que aqueles que o rodeiam não conseguem penetrar, até porque, a
pessoa com que “odeia” torna-se desagradável.
Quando
queremos muito uma coisa ou alguém, ficamos obstinados a conseguir o objeto de
desejo. Se não conseguimos, culpamos tudo e a todos, menos a nós.
Não
conseguimos enxergar que nem tudo que queremos podemos ter, assim como, não
enxergamos que o problema às vezes é por nossa culpa e não dos outros. A nossa
imperfeição aliada a sentimentos inferiores maximizados por influências
externas, nos torna cegos e não percebemos que os maiores prejudicados somos
nós mesmos, alimentando esse sentimento negativo.
Tentar
entender nossas emoções pode se tornar algo difícil, por causa de sua
complexidade.
Imaginem
essa cena, e observe a reação do comportamento sentimento de ódio/raiva: Quando
ele ficava frente a outro gato ele fazia um ruído e mostrava os dentes; dois
anos depois, quando ele teve que realizar uma micro cirurgia, obstrução na
uretra (imagine não poder urinar por 03 dias!) ele fazia aquela mesma expressão
observada diante de um gato adversário.
Qual
a conclusão deste comportamento? Raiva é dor. Quando alguém sente raiva de nós
é porque nós estamos lhe causando dor! Surpreendente? Diferente do que estamos
acostumados a pensar, não é? Quando terroristas odeiam o ocidente é porque lhes
causamos dor, odiamos o time preferido porque perdeu o campeonato, etc.
Como lidar com o Ódio?
O que podemos fazer para evitar o ódio em nosso adversário?
Sabemos que jamais iremos suprir as expectativas do outro, mas podemos evitar o
sentimento aversivo de como iremos tratar e agir. Procure sempre se colocar no
lugar do outro, pense como você gostaria de ser tratado e haja da forma que
você gostaria de ser tratado e recebido também!
Quando
houver este sentimento a dica é sempre buscar ajuda, falar com pessoas que já
vivenciaram este sentimento, que possuem os mesmos valores e que podem te
ajudar com propriedade a amenizar esses impactos; outra sugestão é a terapia
psicológica, que ajudará na distinção deste comportamento e outros sentimentos
que podem vir a surgir. Com essa ajuda você conseguirá liberta-se deste
sentimento inoportuno!
Lembre-se:
O ódio nunca é gratuito.
Então
pense nisso!
Por: Joseni Santos em mais equilíbrio

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