Desde o ventre de nossas mães somos
obrigados a evoluir.
Temos
um coração batendo, mãos, braços, pernas, olhinhos, pulmão. Mesmo não
utilizando ainda, os temos.
O
futuro nos espera, milhares de oportunidades nos aguardam. Gosto de pensar que
somos como uma borboleta, e passamos pela mesma metamorfose. Embora elas sejam
mais completas em sua evolução, a cada dia nós aprendemos um pouco com nós
mesmos. Mesmo que bem pouco.
Não
existe um lugar com uma placa escrito “fim da linha”, ou “chegada”, a caminhada
é um percurso sem fim, e se ela termina ou não quando morremos eu já não sei
dizer. Mas nessa jornada longa ou curta, aprendemos milhares de coisas.
Embora
tenhamos nossos pais e mães quando nascemos para nos ajudar, ninguém nos
explica como a vida será e o que passaremos. Isso porque não tem como prever.
Ela não vem com um manual de instruções ou um santo Waze que nos trace um
caminho.
A gente vai tropeçar muito nas pedras,
afundar nas areias movediças e escorregar em casca de banana. Mas é o que
sempre dizem que se levantar e seguir em frente são opcionais.
Mas
quando somos crianças, não temos medo de absolutamente nada, ou quase nada, só
do escuro, bicho papão e outras coisinhas aparentemente bobas.
Somos
quase que super-heróis. Subimos em um sofá e pulamos sem medo, sem prever os
riscos de uma perna quebrada, um joelho ralado ou um queixo furado. Queremos
voar, e nada que nos digam destrói nossa verdade e inocência.
É
bom viver sem maldade no coração, sem medo de cair e se machucar. É bom não
sentir medo.
O medo nos priva a evoluir. Ele barra
nossos sonhos e desejos. E quando você abre a porta para este sentimento, ele
pega uma cadeira, se senta, convida o pessimismo, a tristeza, o
descontentamento e muitos outros para fazer uma festa não só na sua mente, mas
no coração.
Aos
poucos você para de sorrir, de querer sair, de se relacionar com outras
pessoas, resumindo em uma única palavra, você estaciona. Paralisa no tempo,
pega um regador e começa a jogar água em cima dessa sementinha do mal.
Os
passos passam a ser lentos e por vezes você até para de andar para frente.
Parece que tem uma corrente te segurando. Você olha para trás e se pergunta por
que agiu de tal maneira e que poderia ter feito algo de diferente.
Mas
a verdade é que não adianta nada olha para trás e pensar no que poderia ou não
ter feito. O tempo não volta. E graças a Deus por isso.
Costumamos
sempre ser negativos com as situações e a pensar no será. O será nos destrói
por dentro e nós insistimos nisso. Não por querer, mas acontece. E por
acontecer é o que vai te fazer mais forte.
Somos
bobos. Achamos que podemos consertar tudo, só que tem coisas que não esta na
nossa capacidade, mas sim na do tempo. De levar embora o que não traz paz.
Embora
não percebamos, todos os dias aprenderam algo novo e evoluímos com isso.
É
como o filme O Curioso Caso de Benjamin Button, não importa se você nasce idoso
e morre jovem ou vice e versa. Todos os dias é uma descoberta nova, seja ela de
uma palavra, situação ou atitude. Você não aprende e cresce só com você, mas
também com os outros. A cada um que passa por sua vida você carrega algo dela
que tenha aprendido, pode ser uma situação, afeto ou carinho. E tal sentimento
ou o que quer que tenha passado, é algo que irá te fazer progredir.
A
evolução do nosso ser está na maneira como enfrentamos nossos problemas e como
vemos o mundo. Ter o coração de uma criança te priva de sofrer, te faz amar
mais, e a não esperar tanto dos outros ou da vida. As preocupações não tomam
conta e te desestruturam.
Fácil
eu não disse que é, afinal de contas, quando tudo é muito fácil desconfie. As
coisas mais difíceis são as que aprendemos algo, elas forçam a pensar e a nos
esforçarmos. E esse é o objetivo da vida: evoluir.

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