A saúde é o nosso bem mais precioso, a base para o nosso bem-estar.
Entretanto, muito de nós só se lembram de preservar ou melhorar a saúde quando
um sinal vermelho aparece. E aí, começa a correria para a busca de uma solução
rápida ou, pior, para o médico.
Saúde
não é apenas o estado de “ausência de doenças”, é a presença de níveis ótimos
de energia, resistência, força muscular e principalmente equilíbrio mental.
Quando
seguimos caminhos diferentes, voluntariamente ou não, estamos optando por
caminhos tortuosos e inconsequentes, que certamente afetarão nosso bem-estar.
Ter
saúde muitas vezes pode ser uma questão de escolha. O modo como levamos a vida,
os hábitos que cultivamos e nossas atitudes podem ser grandes aliados ou
verdadeiros vilões na busca por qualidade de vida, que em seu significado mais
amplo incluem o bem-estar físico, mental, psicológico, emocional e, sobretudo
espiritual.
Nossa saúde física e mental, a preservação da
nossa individualidade, as relações sociais que cultivamos, o ambiente em que
vivemos e o conjunto das nossas crenças pessoais são alguns dos elementos que
contribuem, fortemente, para a nossa qualidade de vida.
A
Organização Mundial da Saúde define qualidade de vida como sendo “a
percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistemas
de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas,
padrões e preocupações”.
Foi até criado uma forma científica para
medir a qualidade de vida de diferentes grupos sociais, diferentes países e
culturas. O IDH – Índice de Desenvolvimento Humano que compara à riqueza, a
educação, a expectativa média de vida, o índice de natalidade e mortalidade
entre outros fatores. (O Brasil ocupa o 75º lugar no ranking desse índice).
A
qualidade de vida, em essência, está diretamente relacionada com a superação de
desafios, com cultivar hábitos positivos, com o autoconhecimento e
principalmente com a felicidade.
Ter
uma vida sedentária, beber e comer em excesso, fumar, ser estressado e
preocupado demais por conta do trabalho, não ter amor próprio, não se
relacionar afetiva e socialmente, estar frequentemente com mau humor, ser
pessimista, se sentir desafortunado e não ter nenhum tipo de fé são exemplos de
más escolhas que podemos fazer e que podem afetar diretamente a nossa qualidade
de vida. Ou seja, a nossa qualidade de vida está relacionada com a maneira que
decidimos viver – é uma escolha pessoal.
Aí
eu te pergunto: O que é qualidade de vida para você?
Primeiramente, precisamos desmitificar a
ideia de que qualidade de vida tem a ver com conforto e acesso a bens
materiais, pois não tem, isso é padrão de vida. Qualidade de vida tem a ver com
a quantidade de experiências positivas que você experimenta ao longo da vida,
possuindo ou não bens materiais.
E
como ir além da qualidade de vida, como sugere o título desse texto?
É
importante termos em mente, que para irmos além da qualidade de vida, nós não
precisamos necessariamente de bens materiais, status e fama, pois há valores
associado à qualidade de vida que não estão presentes em tudo isso.
Por exemplo, o acúmulo de bens materiais não
vai mudar o seu padrão de infelicidade, se fosse assim, por que as pessoas
compram e mesmo assim não se sentem felizes?
Qualidade
de vida está ligada ao nosso EU interior, ao nosso estado de espírito, à nossa
própria energia. Quando mergulhamos em direção ao nosso próprio mundo interior,
descobrimos infinitos caminhos pelos quais podemos percorrer, e assim, nos
autoconhecer.
Se
você pensar bem, verá que as várias faces da qualidade de vida, nos seus
aspectos de saúde física, mental, psicológica, espiritual; nos seus aspectos de
independência individual, capacidades de trabalho e nos seus aspectos de
relações pessoais, sociais e afetivas dependem muito de cada indivíduo. É claro
que os aspectos ambientais da qualidade de vida têm forte viés coletivo, que
depende do comportamento da sociedade como um todo.
Meu
ponto aqui é insinuar que você pode ir além da definição comum da qualidade de vida e passe
a olhar mais para você mesmo.
Para
isso, ter uma vida mais saudável com algumas horinhas apenas para você, para
cuidar do seu corpo, da sua mente e da sua alma é fundamental. Arrume um tempo
para relaxar, meditar e entrar em sintonia com você mesmo – a base para ter uma
vida mais equilibrada.
Tenha
momentos de lazer com seus amigos e familiares. Pratique alguma atividade
física, tenha uma alimentação saudável e balanceada, se cerque de pessoas
positivas, leia mais.
Esses
simples momentos de descontração favorecem para um maior equilíbrio emocional e
funcionam como antídoto contra o stress.
Eis
aqui algumas dicas interessantes:
– Reveja seus valores: Se queremos resultados diferentes,
precisamos adotar atitudes diferentes. Pergunte-se: O que eu realmente quero
para a minha vida? O que me faz bem? O que eu preciso fazer para ter uma vida
mais saudável?
– Avalie sobre seu emprego: Faço o que me dá prazer e
satisfação? Resido perto do meu trabalho? Os valores da empresa estão alinhados
com os meus valores?
– Seja mais produtivo: Uso o tempo a meu favor para cuidar de
mim? Faço alguma atividade física para “descarregar a mente”? O que tenho feito
para obter o melhor que a vida pode me dar? Tenho me distraído muito com
futilidades?
– Reflita sobre seus desejos e necessidades: Eu realmente
consumo apenas o que necessito? O que eu tenho realizado está alinhado com meus
sonhos e objetivos?
– Examine seus relacionamentos: Quanto tempo
tenho me dedicado a minha família e aos meus amigos? Que tipo de pessoas tenho
atraído para a minha vida? Que tipo de relacionamento eu quero para a minha
vida?
Então, eu te pergunto querido
leitor: Como você tem lidado com a sua saúde no dia a dia? Você acha que ir ao médico uma vez por ano e
tirar as merecidas férias do trabalho é o bastante para melhorar a sua
qualidade de vida?
Que tal começar por definir
para si mesmo o que é qualidade de vida? –Como bem observou Luiz Sérgio DeRose,
mestre de Yôga – criador e divulgador do Método DeRose:
“Qualidade de vida é adotar uma
visão de mundo que nos motive a buscar o desenvolvimento e o aprimoramento
contínuo, conquistando a nossa excelência através do estudo, dos ideais e do
autoconhecimento.”
Por: Tata Viana em O Segredo

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