A jornada de nossas vidas é um eterno sobe e desce,
cai e levanta, pois é isso que nos torna grandes, é isso que proporciona à
nossa alma a evolução que ela busca incansavelmente.
Durante nossa caminhada terrena
temos momentos em que caminhamos nos vales verdes, outros no vale da morte e
outros estamos nos topos das montanhas mais altas, vendo a luz do sol nascer de
cima.
Em cada momento nossas energias e
aprendizados acontecem em uma determinada frequência e somos tomados por
sentimentos diversos.
Ao caminhar por vales verdes temos
a sensação de calmaria e passividade, ao darmos nossos passos no vale da morte,
que nos coloca em contato com nossos lados mais sombrios e passarmos pela noite
escura da alma, temos a sensação de morte.
Algo profundo em nós se desgruda
de nossa pele, como cobra que troca sua vestimenta, e nos pede o desapego.
Enquanto não soltarmos, a pele fica grudada nos ossos, na carne e essa sangra,
escorre rubramente nossas falsas ideias, nossos dogmas, nossos preconceitos,
nossos egos inflacionados por nossas auto importâncias.
Mas ao percorrer esses caminhos e
nos entregarmos, o topo da montanha vai se aproximando porque ficamos mais
leves, mais sutis e deixamos pelo caminho os pesos mortos que estavam em nossas
mochilas e podemos sentir o perfume do ar fresco e temos um vasto horizonte
para nos enfeitar a visão.
Porém a vida não é linear e o fato
de chegarmos ao topo não significa que expurgamos todo nosso veneno, podemos a
qualquer momento cair novamente para os vales, pois o ego é implacável e nos
observa atentamente aguardando apenas um deslize, uma escorregada de nossas
mentes, que nos mente o tempo todo e nos faz sentir maiores do que realmente
somos e aí, voltamos ao início de outra jornada, para novamente aprendermos, só
que novas lições.
Cada degrau que conseguimos escalar, nos faz ter
uma percepção diferente e nos coloca desafios diferentes no caminho para que, dessa forma,
estejamos abertos ao lapidar da alma, a redescobrir o brilho que somos.
A jornada de nossas vidas é um
eterno sobe e desce, cai e levanta, pois é isso que nos torna grandes, é isso
que proporciona à nossa alma a evolução que ela busca incansavelmente. É em
busca dessa evolução que caminhamos, brigamos, amamos, choramos, gritamos,
damos as mãos, abraçamos, rezamos. Somente vivendo cada dia com sua grandeza e beleza,
nós nos entregando a ele como único, pois realmente o é, e dando a cada momento
o melhor de nós em todas nossas escolhas, em cada atividade, a cada troca de
olhar que vamos nos tornando seres ainda melhores.
Crescemos quando nos permitimos
entrega. Permitimos a entrega, quando saímos da dúvida e só deixamos de
duvidar, quando nos entregamos. É a roda que faz seu giro em nós.
O importante é termos consciência
de que cair nos faz forte, porque a próxima lição é levantar. Termos a
humildade de reconhecer nossos excessos e nossas faltas é o primeiro passo para
sairmos da zona de conforto, sinal que o reflexo no espelho não é mais o que
gostaríamos de ver.
Levantar humildemente é para os guerreiros e isso é uma das frequências da paz
interna! Por todas nossas relações. Sinto muito. Perdoe-me. Eu te amo. Sou
grata.
Por: Rose Kareemi Ponce em O Segredo

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