quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

COMO SERÁ O AMANHÃ?



Sem querer ser piegas – até porque sou a favor de viver o hoje intensamente – mas em tempos tão difíceis e num país com rumos tão incertos como o nosso, uma nova fobia tem tirado o sono de muitos de nós: o amanhã. Como será? O que fazer com as incertezas que nos atormentam?
As pessoas estão vivendo mais, principalmente no estado de São Paulo. Viver mais significa ter mais tempo. Você já parou para pensar que pode viver até os oitenta anos? E se isso acontecer, o que você vai fazer até lá? Você está preparado para viver todo esse tempo?
É bem pouco provável que aos trinta anos alguém pense muito no amanhã. Estamos amadurecendo mais tarde e muitos, nessa idade ainda estão na casa dos pais. Não pensam muito em como nem em onde viverão quando já não puderem mais trabalhar. A velhice, quando se tem trinta e poucos anos é algo muito distante. Eu confesso que só passei a me preocupar com isso depois que meu filho nasceu. Passou a ser uma obrigação. Penso sempre que preciso estar viva, preciso estar forte e saudável pelos próximos vinte e cinco anos até que ele consiga “caminhar com as próprias pernas”. Parece absurdo, mas um filho bem criado implica em vida ativa dos pais trabalhando por muito tempo e quase ninguém pensa nisso. Eu que fui “mãe velha” penso.
E como vai ser quando ele for embora para a vida adulta? Eu, que estarei com mais de sessenta, espero estar saudável e espero mesmo viver até ficar bem velhinha, porém, para que esse meu sonho se realize preciso cair na real antes de ser mais uma fóbica pelo amanhã. Não sei até quando vou poder trabalhar e não sei se vou poder contar com o estado para me sustentar. Não sei se vou ter quem me ajude, quem cuide de mim e se vou ter forças para cuidar do meu companheiro, que caminha comigo.
Acredito que, sonhos à parte, para enfrentar o medo temos que construir um ninho para o nosso amanhã. Um ninho físico e emocional. Não se pode viver sem aceitar que o corpo um dia vai estar mais fraco e vamos ser menos úteis. Quem já passou dos quarenta sabe que nessa fase o mercado de trabalho já se afunila. Os mais novos chegam, vem com mais gás, com menos medos, mais vontade e mais tempo. Depois dos quarenta os dias de trabalho já pesam mais e é bem provável que depois dos sessenta tenhamos que parar ou diminuir quase que totalmente a velocidade e a jornada de trabalho. Aí é que vem a colheita do que se plantou e a constatação de que o tempo passa rápido.
Não foram raras as vezes nas quais, dentro do hospital, eu vi pessoas idosas internadas sem acompanhantes. Muitas vezes vi pessoas irem para asilos não só pela pobreza material, mas pela pobreza de vínculos emocionais. Vi muitos sem ter ninguém por eles e outros que, em situação pior, até tinham parentes, mas ninguém disposto a cuidar. Sempre alerto para os perigos de optar pela solidão, e talvez, terminar sozinho seja o maior deles.
É preciso saber viver e sabe viver quem conhece a vida, quem olha para fora, percebe, observa e aprende através do outro que já está na frente o que vem por aí. Ao envelhecer vamos precisar de sustento, vamos precisar de um teto e vamos precisar muito mais dos médicos e dos remédios. A nossa locomoção será mais lenta, a nossa energia será escassa e os dias talvez sejam mais longos.
Não se pode viver o tempo todo como se não houvesse amanhã porque ele chega e nesse momento todos nós caminhamos na direção dele em velocidade constante e sem possibilidade alguma de parar. Ao viver cada momento da vida intensamente, lembre-se de um dos mais belos contos atribuídos a La Fontaine: A Cigarra e a Formiga. Cante e dance como a cigarra, porém faça também uma reserva como as formigas: tenha um teto, tenha algum bem para lhe garantir o sustento, cuide do seu corpo buscando sempre a longevidade e principalmente plante hoje as relações pessoais que amanhã você possa colher. Tenha a quem pedir um copo de água, uma carona ou mesmo a quem chamar para um café. Não brinque de roleta russa com a vida. Não se iluda com o que hoje parece ser garantia, pois isso pode não durar para sempre. Já cansei de ver – bem de perto diga-se de passagem – histórias de pessoas para as quais a vida deu um grande lição.
O amanhã ninguém usou, ele pode ser seu, trabalhe para isso.
Por: Viviane Battistella

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

11 truques das pessoas que estão SEMPRE muito cheirosas


Você não sente inveja das pessoas que, independente de onde vão, estão sempre cheirosas? Podem sair da academia suando ou acabaram de acordar e ainda assim elas têm um perfume agradável.
Não é ao acaso, há uma fórmula para isso. Ainda que tomar banho regularmente influencie, há outros fatores que fazem que o aroma de nosso corpo dure o dia todo.
Aqui lhe damos alguns truques que talvez queira seguir. É mais fácil do que imagina:

Como ficar cheirosa o dia todo

Dieta é a chave: Dizem que "você é o que você come" e isso também se aplica a como você cheira. Em entrevista ao site Refinery29, a perfumista Julia Zangrilli diz que se você quiser cheirar bem, é importante que você pense no que você consome.
Uma dieta com muita cebola, especiarias e alho pode ser bom para o seu corpo, mas esse tipo de alimento pode afetar o aroma não só do seu hálito, mas também da sua pele por até 48 horas, dependendo da quantidade.
A comida não só afeta a forma como você cheira, mas também como o perfume fica na sua pele. Comer alimentos frescos como frutas, vegetais e proteínas são ideais para manter uma fragrância agradável. As bebidas açucaradas também podem afetar o cheiro, especialmente porque atinge os poros e cheiro muito doce não é tão bom nas pessoas.
Fragrâncias: O componente principal para cheirar bem é a fragrância que você escolhe. Encontrar o que melhor se adequa à sua pele não é tão fácil. Certifique-se de procurar um cheiro natural, com o qual você se sinta confortável. É algo que também o tornará mais seguro todos os dias.
Hidratar a pele: Manter-se hidratado pode ajudar a prevenir os maus odores. Quando a pele seca, ela tende a absorver e dissipar os perfumes muito mais rápido. Uma dica para isso é tomar muita água, hidratar a pele e aplicar produtos que reponham a água da pele.
Experimentar várias fragrâncias:Você compra a primeira roupa que encontra quando vai a uma loja de roupas? O mesmo se aplica aos perfumes e loções, eles têm efeitos diferentes em cada pessoa. Precisamos experimentá-los e ver como eles reagem na pele durante o dia. A melhor maneira de identificar uma boa fragrância é com paciência. Às vezes, você compra o que pensou ser o certo e, no final, não era. Você tem que tentar várias amostras até que você encontre a ideal. Também acontece de você adorar a primeira fragrância que encontrou e ficar com ela, mas geralmente tentando várias você encontre a ideal para sua pele e personalidade.
Cuidar das roupas: Parece algo óbvio, mas a maneira como você lava suas roupas faz uma grande diferença em como você cheira. Do sabão que você usa até a forma como você seca a roupa. Linda Song, perfumista da Givaudan, diz que muitos sabões e amaciantes tentam imitar o cheiro de perfume. Olhe cuidadosamente antes de comprar produtos com fragrâncias que você gosta.
Saber exatamente onde borrifar as fragrâncias: Muitos não percebem exatamente onde devem borrifar as fragrâncias, mas é essencial que o cheiro dure o dia todo. De acordo com Aedes de Venustas, dono de Karl Bradl, as fragrâncias funcionam de baixo para cima, então o melhor é espirrar na área dos joelhos, no peito e atrás dos ouvidos. É assim que você aproveitará a maior parte da fragrância, sem exagerar e borrifar demais. Aplique sua fragrância também em áreas como o estômago, a parte de trás do pescoço, as axilas, tornozelos, etc. Parece demais, mas Bradl sugere aplicar seu perfume uma meia hora antes de sair de sua casa para que ele se dissipe.
Não usar uma única fragrância: Com isso, não queremos dizer que você use vários perfumes, mas antes de borrifar suas fragrâncias mais intensas, tente usar óleos ou cremes corporais. Essas camadas tornarão o cheiro em seu corpo muito mais duradouro. Tente comprar um óleo corporal que tenha alguma fragrância que faça você se sentir fresco durante o dia.
Aplicar as fragrâncias várias vezes: Se você quiser cheirar bem durante a maior parte do dia, saiba que os perfumes e loções não são feitos para durar muitas horas, eles se dissipam facilmente. O ideal é que você tente aplicá-los duas vezes por dia. Todos nós suamos e respiramos pela nossa pele, o que é pode dar um toque extra no meio do nosso dia. Mas lembre-se de não exagerar. Os perfumes de bolsa são muito úteis para isso.
Cheiro bom não só na pele: Os especialistas recomendam borrifar algo até na sua casa, na sua cama, nas suas roupas e seus cabelos para cheirar o dia todo. Como uma dica, mude seus lençóis constantemente, não pare de escovar os dentes pela manhã, coloque velas na sua casa, aromatizantes no banheiro, etc. Acredite ou não, todos esses aromas influenciam como você cheira durante o dia. Há várias maneiras de deixar sua casa cheirando de um jeito incrível sem que você tenha que borrifar muito perfume em tudo.
Carregar um spray ou talco para os pés: Se seus pés tendem a cheirar mal durante o dia, como o de muitas pessoas, carregue um spray ou talco para você aplicar várias vezes ao dia. Lembre-se de que pés assustadores podem arruinar qualquer momento.
Investir em um shampoo seco
Lavar os cabelos: Se você não gosta de lavar os cabelos todos os dias, às vezes não consegue impedir que ele pareça gorduroso e comece a sentir mau cheiro. Compre um shampoo seco com o aroma que goste, aplique-o de manhã e à noite se você estiver indo para algum lugar.
* Traduzido do artigo original escrito por Mariana Tinoco, do VIX Espanhol



Bom dia de Quarta-feira!


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

SABE AQUELA VONTADE DE SUMIR?


O mundo anda doente e viver é cada vez mais perigoso. Assistir aos noticiários e ler os jornais tornou-se um suplício, uma prova de resistência. Os momentos de dissabor e de desgosto só aumentam em nosso dia-a-dia, levando-nos a cada vez mais ansiar pela fuga e pelo escapismo frente a um mundo que nos perturba, recheado de contrassenso e de intolerância.
Todos necessitamos de um tempo sozinhos, cá com nossos botões, para reabastecermos nossas forças e voltarmos renovados para a lida diária. Nunca estaremos felizes por completo, tampouco imunes às contrariedades em casa, na escola, no serviço, na mesa de bar – e isso é bom para nosso aprendizado como pessoa. Entretanto, o ritmo de vida a que somos obrigados a nos sujeitar esgota-nos as energias, fragilizando nossos sentidos e nossa visão de mundo.
O poder monetário, hoje, é o que nos qualifica como cidadãos de direito, pois temos de pagar caro por um mínimo de qualidade de vida. Com isso, acumulamos serviços, alternamos dias estafantes com noites em claro, dormindo e acordando à sombra da fatura do cartão de crédito. É preciso ganhar mais e mais dinheiro, para pagar o plano de saúde, a escola do filho, o guarda particular da rua, as contas de força e de luz absurdamente inflacionadas, o boleto do carro, da casa , de tudo que ainda nem é nosso.
Daí nos lembramos de nossos pais e avós trabalhando oito horas diárias e passando a noite em casa, descansando e conversando com a família, e percebemos que as relações eram regadas diariamente, o compartilhamento de vida e a atenção para com o outro eram continuamente exercidos. Tanto os bens quanto os casamentos e amizades duravam, pois havia tempo para serem desfrutados, discutidos, oxigenados.
Havia ao menos um contraturno que era preenchido com dedicação às pessoas, aos sentimentos, à amizade e ao amor. Não precisávamos, assim, aprender distorcidamente, nas ruas ou pelos programas televisivos e redes sociais, sobre valores, convivência, dignidade – tínhamos exemplos vivos ali na nossa frente, à disposição. Éramos aconselhados a sermos homens de bem e não de bens, e crescíamos com a ideia clara de que nada substitui a interação com o próximo.
Aprendíamos, desde cedo, o valor das coisas e esperávamos para ganhar presentes em datas especiais, pois sabíamos aguardar até um ano todo por um brinquedo, um sapato, um LP. Não jogávamos fora quase nada, porque não entendíamos a necessidade de substituir uma coisa pela outra, uma amizade pela outra, uma parceira pela outra – sentimento não tinha prazo de validade.
Sabíamos o valor do dinheiro, uma vez que ele era algo concreto e visível, em nossas carteiras, embaixo do colchão, economizado nos cofrinhos e cadernetas de poupança, ao passo que hoje as cédulas são virtuais, abstratas e simbolizadas pelo cartão de crédito, em somas que fogem ao nosso orçamento. Dada a dificuldade em lidarmos com algo que não existe concretamente, avolumam-se nossas contas, nossas dívidas, nossa dor de cabeça.
Iludidos pelo status conferido pelas aparências, trabalhamos mais, compramos mais, gastamos mais e vivemos menos. Aumentamos nossa proximidade das coisas e alargamos nosso distanciamento das pessoas. Não nos sobra tempo para ver, ouvir, tocar e sentir o outro. E então o outro desiste de nós, pois ninguém consegue permanecer no vazio por muito tempo, sendo que ninguém é obrigado às ausências e silêncios alheios. Quando nossas vozes ecoam no vácuo, sem encontrar retorno, somos levados a procurar outro lugar onde teremos trocas – de sorrisos, de presentes, de olhares, de vozes, de vida enfim.
Como resultado e com uma frequência cada vez mais intensa, estamos sendo obrigados a projetar uma vida diferente da que vivemos, bem longe, no mundo ideal com que sonhamos, exatamente porque nossas vidas tornaram-se robóticas, frias, competitivas e vazias de sentido e de tempo parar vivenciarmos o essencial, aquilo que nos preenche de razão de viver e nos habilita ao entregar-se, ao amar e ser amado. Queremos fugir, seja através de alucinógenos, de barbitúricos, seja bebendo todas, agredindo, ou violentando a nós mesmos.

Por isso andamos tendo tanta vontade de sumir, de mandar tudo às favas e de desistir das pessoas. Por isso temos deixado de conviver, de conhecer e reconhecer quem está ali ao nosso lado, de sermos gratos por ter alguém que nos ama e nos quer estender as mãos. Por isso buscamos cegamente pelo caminho até a felicidade, sem perceber que ela está dentro de cada um de nós, esperando que a deixemos nos conduzir ao contentamento, à satisfação e à alegria contida nas coisas simples, como um bom dia sorridente do amor de nossas vidas ao raiar de um novo amanhecer, todos os dias.
Por: Marcel Camargo

Feliz Terça-feira!