O tempo de vida é aquilo que de mais precioso temos, portanto Pare....Respire e Aprecie...tudo de melhor que a vida possa te oferecer.
domingo, 28 de janeiro de 2018
sábado, 27 de janeiro de 2018
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
COMO SERÁ O AMANHÃ?
Sem querer ser piegas – até porque
sou a favor de viver o hoje intensamente – mas em tempos tão difíceis e num
país com rumos tão incertos como o nosso, uma nova fobia tem tirado o sono de
muitos de nós: o amanhã. Como será? O que fazer com as incertezas que nos
atormentam?
As pessoas estão vivendo mais,
principalmente no estado de São Paulo. Viver mais significa ter mais tempo.
Você já parou para pensar que pode viver até os oitenta anos? E se isso
acontecer, o que você vai fazer até lá? Você está preparado para viver todo
esse tempo?
É bem pouco provável que aos
trinta anos alguém pense muito no amanhã. Estamos amadurecendo mais tarde e
muitos, nessa idade ainda estão na casa dos pais. Não pensam muito em como nem
em onde viverão quando já não puderem mais trabalhar. A velhice, quando se tem
trinta e poucos anos é algo muito distante. Eu confesso que só passei a me
preocupar com isso depois que meu filho nasceu. Passou a ser uma obrigação.
Penso sempre que preciso estar viva, preciso estar forte e saudável pelos
próximos vinte e cinco anos até que ele consiga “caminhar com as próprias
pernas”. Parece absurdo, mas um filho bem criado implica em vida ativa dos pais
trabalhando por muito tempo e quase ninguém pensa nisso. Eu que fui “mãe velha”
penso.
E como vai ser quando ele for
embora para a vida adulta? Eu, que estarei com mais de sessenta, espero estar
saudável e espero mesmo viver até ficar bem velhinha, porém, para que esse meu
sonho se realize preciso cair na real antes de ser mais uma fóbica pelo amanhã.
Não sei até quando vou poder trabalhar e não sei se vou poder contar com o
estado para me sustentar. Não sei se vou ter quem me ajude, quem cuide de mim e
se vou ter forças para cuidar do meu companheiro, que caminha comigo.
Acredito que, sonhos à parte, para
enfrentar o medo temos que construir um ninho para o nosso amanhã. Um ninho
físico e emocional. Não se pode viver sem aceitar que o corpo um dia vai estar
mais fraco e vamos ser menos úteis. Quem já passou dos quarenta sabe que nessa
fase o mercado de trabalho já se afunila. Os mais novos chegam, vem com mais
gás, com menos medos, mais vontade e mais tempo. Depois dos quarenta os dias de
trabalho já pesam mais e é bem provável que depois dos sessenta tenhamos que
parar ou diminuir quase que totalmente a velocidade e a jornada de trabalho. Aí
é que vem a colheita do que se plantou e a constatação de que o tempo passa
rápido.
Não foram raras as vezes nas
quais, dentro do hospital, eu vi pessoas idosas internadas sem acompanhantes.
Muitas vezes vi pessoas irem para asilos não só pela pobreza material, mas pela
pobreza de vínculos emocionais. Vi muitos sem ter ninguém por eles e outros
que, em situação pior, até tinham parentes, mas ninguém disposto a cuidar.
Sempre alerto para os perigos de optar pela solidão, e talvez, terminar sozinho
seja o maior deles.
É preciso saber viver e sabe viver
quem conhece a vida, quem olha para fora, percebe, observa e aprende através do
outro que já está na frente o que vem por aí. Ao envelhecer vamos precisar de
sustento, vamos precisar de um teto e vamos precisar muito mais dos médicos e
dos remédios. A nossa locomoção será mais lenta, a nossa energia será escassa e
os dias talvez sejam mais longos.
Não se pode viver o tempo todo
como se não houvesse amanhã porque ele chega e nesse momento todos nós caminhamos
na direção dele em velocidade constante e sem possibilidade alguma de parar. Ao
viver cada momento da vida intensamente, lembre-se de um dos mais belos contos
atribuídos a La Fontaine: A Cigarra e a Formiga. Cante e dance como a cigarra,
porém faça também uma reserva como as formigas: tenha um teto, tenha algum bem
para lhe garantir o sustento, cuide do seu corpo buscando sempre a longevidade
e principalmente plante hoje as relações pessoais que amanhã você possa colher.
Tenha a quem pedir um copo de água, uma carona ou mesmo a quem chamar para um
café. Não brinque de roleta russa com a vida. Não se iluda com o que hoje
parece ser garantia, pois isso pode não durar para sempre. Já cansei de ver –
bem de perto diga-se de passagem – histórias de pessoas para as quais a vida
deu um grande lição.
O amanhã ninguém usou, ele pode
ser seu, trabalhe para isso.Por: Viviane Battistella
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
11 truques das pessoas que estão SEMPRE muito cheirosas
Você não sente
inveja das pessoas que, independente de onde vão, estão sempre cheirosas? Podem
sair da academia suando ou acabaram de acordar e ainda assim elas têm um
perfume agradável.
Não é ao acaso, há
uma fórmula para isso. Ainda que tomar banho regularmente influencie, há outros
fatores que fazem que o aroma de nosso corpo dure o dia todo.
Aqui lhe damos
alguns truques que talvez queira seguir. É mais fácil do que imagina:
Como ficar
cheirosa o dia todo
Dieta é a
chave: Dizem que "você é o que você come" e isso
também se aplica a como você cheira. Em entrevista ao site Refinery29, a
perfumista Julia Zangrilli diz que se você quiser cheirar bem, é importante que
você pense no que você consome.
Uma dieta com
muita cebola, especiarias e alho pode ser bom para o seu corpo, mas esse tipo
de alimento pode afetar o aroma não só do seu hálito, mas também da sua pele
por até 48 horas, dependendo da quantidade.
A comida não só
afeta a forma como você cheira, mas também como o perfume fica na sua pele.
Comer alimentos frescos como frutas, vegetais e proteínas são ideais para
manter uma fragrância agradável. As bebidas açucaradas também podem afetar o
cheiro, especialmente porque atinge os poros e cheiro muito doce não é tão bom
nas pessoas.
Fragrâncias:
O
componente principal para cheirar bem é a fragrância que você escolhe.
Encontrar o que melhor se adequa à sua pele não é tão fácil. Certifique-se de
procurar um cheiro natural, com o qual você se sinta confortável. É algo que
também o tornará mais seguro todos os dias.
Hidratar a pele: Manter-se hidratado pode ajudar a prevenir os
maus odores. Quando a pele seca, ela tende a absorver e dissipar os perfumes
muito mais rápido. Uma dica para isso é tomar muita água, hidratar a pele e
aplicar produtos que reponham a água da pele.
Experimentar várias fragrâncias:Você compra a primeira roupa que encontra
quando vai a uma loja de roupas? O mesmo se aplica aos perfumes e loções, eles
têm efeitos diferentes em cada pessoa. Precisamos experimentá-los e ver como
eles reagem na pele durante o dia. A melhor maneira de identificar uma boa
fragrância é com paciência. Às vezes, você compra o que pensou ser o certo e,
no final, não era. Você tem que tentar várias amostras até que você encontre a
ideal. Também acontece de você adorar a primeira fragrância que encontrou e
ficar com ela, mas geralmente tentando várias você encontre a ideal para sua
pele e personalidade.
Cuidar das roupas: Parece algo óbvio, mas a maneira como você
lava suas roupas faz uma grande diferença em como você cheira. Do sabão que
você usa até a forma como você seca a roupa. Linda Song, perfumista da
Givaudan, diz que muitos sabões e amaciantes tentam imitar o cheiro de perfume.
Olhe cuidadosamente antes de comprar produtos com fragrâncias que você gosta.
Saber exatamente onde borrifar as fragrâncias: Muitos não percebem exatamente onde devem
borrifar as fragrâncias, mas é essencial que o cheiro dure o dia todo. De
acordo com Aedes de Venustas, dono de Karl Bradl, as fragrâncias funcionam de
baixo para cima, então o melhor é espirrar na área dos joelhos, no peito e
atrás dos ouvidos. É assim que você aproveitará a maior parte da fragrância,
sem exagerar e borrifar demais. Aplique sua fragrância também em áreas como o
estômago, a parte de trás do pescoço, as axilas, tornozelos, etc. Parece
demais, mas Bradl sugere aplicar seu perfume uma meia hora antes de sair de sua
casa para que ele se dissipe.
Não usar uma única fragrância: Com isso, não queremos dizer que você use
vários perfumes, mas antes de borrifar suas fragrâncias mais intensas, tente
usar óleos ou cremes corporais. Essas camadas tornarão o cheiro em seu corpo
muito mais duradouro. Tente comprar um óleo corporal que tenha alguma
fragrância que faça você se sentir fresco durante o dia.
Aplicar as fragrâncias várias vezes: Se você quiser cheirar bem durante a maior
parte do dia, saiba que os perfumes e loções não são feitos para durar muitas
horas, eles se dissipam facilmente. O ideal é que você tente aplicá-los duas
vezes por dia. Todos nós suamos e respiramos pela nossa pele, o que é pode dar
um toque extra no meio do nosso dia. Mas lembre-se de não exagerar. Os perfumes
de bolsa são muito úteis para isso.
Cheiro bom não só na pele: Os especialistas recomendam borrifar algo até
na sua casa, na sua cama, nas suas roupas e seus cabelos para cheirar o dia
todo. Como uma dica, mude seus lençóis constantemente, não pare de escovar os
dentes pela manhã, coloque velas na sua casa, aromatizantes no banheiro, etc.
Acredite ou não, todos esses aromas influenciam como você cheira durante o dia.
Há várias maneiras de deixar sua casa cheirando de um jeito incrível sem que
você tenha que borrifar muito perfume em tudo.
Carregar um spray ou talco para os pés: Se seus pés tendem a cheirar mal durante o
dia, como o de muitas pessoas, carregue um spray ou talco para você aplicar
várias vezes ao dia. Lembre-se de que pés assustadores podem arruinar qualquer
momento.
Investir em um shampoo seco
Lavar os cabelos: Se você não gosta de lavar os cabelos todos
os dias, às vezes não consegue impedir que ele pareça gorduroso e comece a
sentir mau cheiro. Compre um shampoo seco com o aroma que goste, aplique-o de
manhã e à noite se você estiver indo para algum lugar.
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
SABE AQUELA VONTADE DE SUMIR?
O mundo anda doente e viver é cada
vez mais perigoso. Assistir aos noticiários e ler os jornais tornou-se um
suplício, uma prova de resistência. Os momentos de dissabor e de desgosto só
aumentam em nosso dia-a-dia, levando-nos a cada vez mais ansiar pela fuga e
pelo escapismo frente a um mundo que nos perturba, recheado de contrassenso e
de intolerância.
Todos necessitamos de um tempo
sozinhos, cá com nossos botões, para reabastecermos nossas forças e voltarmos
renovados para a lida diária. Nunca estaremos felizes por completo, tampouco
imunes às contrariedades em casa, na escola, no serviço, na mesa de bar – e
isso é bom para nosso aprendizado como pessoa. Entretanto, o ritmo de vida a
que somos obrigados a nos sujeitar esgota-nos as energias, fragilizando nossos
sentidos e nossa visão de mundo.
O poder monetário, hoje, é o que
nos qualifica como cidadãos de direito, pois temos de pagar caro por um mínimo
de qualidade de vida. Com isso, acumulamos serviços, alternamos dias estafantes
com noites em claro, dormindo e acordando à sombra da fatura do cartão de
crédito. É preciso ganhar mais e mais dinheiro, para pagar o plano de saúde, a
escola do filho, o guarda particular da rua, as contas de força e de luz
absurdamente inflacionadas, o boleto do carro, da casa , de tudo que ainda nem
é nosso.
Daí nos lembramos de nossos pais e avós trabalhando oito horas diárias e
passando a noite em casa, descansando e conversando com a família, e percebemos
que as relações eram regadas diariamente, o compartilhamento de vida e a
atenção para com o outro eram continuamente exercidos. Tanto os bens quanto os
casamentos e amizades duravam, pois havia tempo para serem desfrutados,
discutidos, oxigenados.
Havia ao menos um contraturno que
era preenchido com dedicação às pessoas, aos sentimentos, à amizade e ao amor.
Não precisávamos, assim, aprender distorcidamente, nas ruas ou pelos programas
televisivos e redes sociais, sobre valores, convivência, dignidade – tínhamos
exemplos vivos ali na nossa frente, à disposição. Éramos aconselhados a sermos
homens de bem e não de bens, e crescíamos com a ideia clara de que nada
substitui a interação com o próximo.
Aprendíamos, desde cedo, o valor
das coisas e esperávamos para ganhar presentes em datas especiais, pois
sabíamos aguardar até um ano todo por um brinquedo, um sapato, um LP. Não
jogávamos fora quase nada, porque não entendíamos a necessidade de substituir
uma coisa pela outra, uma amizade pela outra, uma parceira pela outra –
sentimento não tinha prazo de validade.
Sabíamos o valor do dinheiro, uma
vez que ele era algo concreto e visível, em nossas carteiras, embaixo do
colchão, economizado nos cofrinhos e cadernetas de poupança, ao passo que hoje
as cédulas são virtuais, abstratas e simbolizadas pelo cartão de crédito, em
somas que fogem ao nosso orçamento. Dada a dificuldade em lidarmos com algo que
não existe concretamente, avolumam-se nossas contas, nossas dívidas, nossa dor
de cabeça.
Iludidos pelo status conferido
pelas aparências, trabalhamos mais, compramos mais, gastamos mais e vivemos
menos. Aumentamos nossa proximidade das coisas e alargamos nosso distanciamento
das pessoas. Não nos sobra tempo para ver, ouvir, tocar e sentir o outro. E
então o outro desiste de nós, pois ninguém consegue permanecer no vazio por
muito tempo, sendo que ninguém é obrigado às ausências e silêncios alheios.
Quando nossas vozes ecoam no vácuo, sem encontrar retorno, somos levados a
procurar outro lugar onde teremos trocas – de sorrisos, de presentes, de
olhares, de vozes, de vida enfim.
Como resultado e com uma
frequência cada vez mais intensa, estamos sendo obrigados a projetar uma vida
diferente da que vivemos, bem longe, no mundo ideal com que sonhamos,
exatamente porque nossas vidas tornaram-se robóticas, frias, competitivas e
vazias de sentido e de tempo parar vivenciarmos o essencial, aquilo que nos
preenche de razão de viver e nos habilita ao entregar-se, ao amar e ser amado.
Queremos fugir, seja através de alucinógenos, de barbitúricos, seja bebendo
todas, agredindo, ou violentando a nós mesmos.
Por isso andamos tendo tanta vontade de sumir, de mandar tudo às favas e
de desistir das pessoas. Por isso temos deixado de conviver, de conhecer e
reconhecer quem está ali ao nosso lado, de sermos gratos por ter alguém que nos
ama e nos quer estender as mãos. Por isso buscamos cegamente pelo caminho até a
felicidade, sem perceber que ela está dentro de cada um de nós, esperando que a
deixemos nos conduzir ao contentamento, à satisfação e à alegria contida nas
coisas simples, como um bom dia sorridente do amor de nossas vidas ao raiar de
um novo amanhecer, todos os dias.
Por: Marcel Camargo
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